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quarta-feira, 19 de março de 2008

Stained Glass Masquerade


Para reflexão no feriado...

Essa é a letra da música "Stained Glass Masquerade", da Banda Casting Crowns, que infelizmente retrata bem uma parte da igreja atualmente.






"Stained Glass Masquerade"


Is there anyone that fails
Is there anyone that falls
Am I the only one in church today feelin' so small
Cause when I take a look around
Everybody seems so strong
I know they'll soon discover
That I don't belong
So I tuck it all away, like everything's okay
If I make them all believe it, maybe I'll believe it too
So with a painted grin, I play the part again
So everyone will see me the way that I see them
Are we happy plastic people
Under shiny plastic steeples
With walls around our weakness
And smiles to hide our pain
But if the invitation's open
To every heart that has been broken
Maybe then we close the curtain
On our stained glass masquerade
Is there anyone who's been there
Are there any hands to raise
Am I the only one who's traded
In the altar for a stage
The performance is convincing
And we know every line by heart
Only when no one is watching
Can we really fall apart
But would it set me free
If I dared to let you see
The truth behind the person
That you imagine me to be
Would your arms be open
Or would you walk away
Would the love of Jesus
Be enough to make you stay

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sexo ao acaso não traz prazer

[from: José San Martín, no blog http://www.caosperanca.blogspot.com/]


“Encontros ao acaso” é um bom filme. Obviamente, fala de relações sexuais ao acaso. Até que não contém tantas cenas de sexo implícito, como parece indicar. Há a exposição do corpo da atriz-protagonista Ashley Judd que o filme todo parece meio “derrubada”. Talvez pela idade ou porque dá-se tanto ao acaso. É um drama honesto sobre uma sociedade decadente, em busca de satisfação, felicidade, que vão fazendo a fila andar no troca-troca interminável de parceiros. A busca não tem fim.
O filme traz lances interessantes, como cenas de um culto evangélico, citações da Bíblia. A atriz muito dada procurando a sua Bíblia para ir à igreja com o pai. E, apesar de Hollywood ser acusada de manipular a platéia com seu doutrinamento subliminar, achei que o filme focou bem a falta de sentido na vida dos solteirões liberais em suas cópulas ao acaso. É mais um exemplo de um bom roteiro sobre histórias reais de pessoas comuns. Sem efeitos especiais, sem palavrões e pornochanchada.
Num tempo em que a modernidade tem o emblema do ateísmo, “Encontros ao acaso” é um bom exemplo do que o estilo de vida indiferente aos preceitos divinos oferece. Não dá para ser feliz emprestando o corpo para os outros se servirem dele. Nunca foi saudável servir-se do corpo dos outros sem compromisso. Sexo-livre não é algo sem conseqüências sérias. “Encontros ao acaso” tem esse mérito. Pobres dos que acreditam em novelas e filmes em que se mostra o contrário.
O ateísmo enrolado no evolucionismo defende que tudo desde as origens se deu ao acaso. Se isso fosse verdade a mensagem de “Encontros ao acaso”, e outros filmes análogos, seria falsa. Sim, porque homens e mulheres não precisariam fazer um drama e levar a sério seus encontros ao acaso. Mulheres não precisariam ser tão emocionais e complicadas, tanto quanto os homens, “caçadores”, frios, lógicos, mas igualmente fracotes emocionais, dependentes de elogios para se auto-afirmarem.
Mas a Verdade é que homem e mulher se completam na vida a dois no casamento, fidelidade, renúncia mútua e assim por diante. Esse é um princípio gerador de felicidade. As conseqüências da quebra dessa regra é exatamente o retrato da sociedade atual. Gente desajustada, perdida, às voltas com a idéia de suicídio. Homens e mulheres a confundir prazer com amor. Engano de que se pode ter e traçar todo(as) e a realidade da solidão, incompletude, vazio...
A verdade é que o ser humano é mais que “carne da minha carne e osso dos meus ossos”. Há o componente espiritual com que Deus dotou cada um de nós desde a criação do primeiro homem e da primeira mulher. Há as regras morais que inviabilizam a felicidade pelo caminho da prostituição, da orgia, do homossexualismo, do amor-livre ou seja qual for o nome bonito que queiram dar à depravação sexual globalizada. Essa é a má notícia aos comunistas-materialistas. Um ser especial criado por obra das mãos de Deus, e não fruto do acaso complica toda a explicação marxfreudiana.
A Bíblia, o Manual para a vida feliz, não pode ser anulada por delírios de idiotas-instruídos, como R. Dawkins e C. Hitchens, os mais conhecidos propagadores do neodarwinismo. Não dá para ser feliz de verdade sem a obediência às regras desse manual divino. Em meio à guerra de cosmovisões, a cosmovisão cristã sempre superará as demais. Porque seus resultados na vida prática são garantidos. Compare a vida de promíscuos e fiéis freqüentadores de uma igreja, casados e solteiros em busca de “Encontros ao acaso” e tire suas conclusões.
A felicidade sonhada pelo ser humano não é um mistério. O abandono do ego e a submissão a Deus é o início do caminho. Arrependimento e confissão de pecados, reconhecimento da incapacidade de ser salvo pelos seus próprios esforços. A aceitação e reconhecimento do amor de Deus, que enviou seu Filho Jesus Cristo para nos salvar. Mudança de rumo ao abismo para o céu onde habita a justiça, paz e alegria eternamente.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Retrato de nosso tempo...

Quando pegamos nosso jornal no café da manhã, esperamos – até mesmo exigimos – que ele nos traga eventos muito importantes acontecidos desde a noite passada. Ligamos o rádio enquanto nos dirigimos de carro para o trabalho e esperamos “notícias” que ocorreram depois que o jornal matutino foi para a impressão. Quando retornamos, à noite, esperamos que nossa casa não apenas nos proteja, que se mantenha aquecida no inverno e fresca no verão, mas que nos relaxe, que nos dignifique, que nos envolva com música suave e hobbies interessantes, que seja um parque de diversões, um cinema e um bar. Esperamos que as férias de duas semanas sejam românticas, exóticas, baratas e não exijam esforços. Esperamos um ambiente distante quando vamos a um lugar próximo; e esperamos que tudo seja relaxante, limpo e americanizado quando vamos a lugares distantes. Esperamos ter novos heróis em cada temporada, uma obra-prima literária por mês, algo espetacular e dramático por semana, uma sensação rara todas as noites. Esperamos que todos se sintam à vontade para discordar e, no entanto, esperamos que todos sejam leais, que não balancem o barco ou usem a Quinta Emenda. Esperamos que todos acreditem profundamente em sua religião, mas que não façam pouco dos que não acreditam. Esperamos que nosso país seja forte, grandioso, vasto, variado e esteja preparado para qualquer desafio; mas esperamos que nosso “propósito nacional” seja claro e simples, algo que direcione a vida de duzentos milhões de pessoas, mas que possa ser vendido numa edição simples na farmácia da esquina por um dólar.

Esperamos tudo e qualquer coisa. Esperamos o contraditório e o impossível. Esperamos carros compactos que sejam espaçosos; carros luxuosos que sejam econômicos. Esperamos ser ricos e caridosos, poderosos e misericordiosos, ativos e reflexivos, gentis e competitivos. Esperamos ficar inspirados com apelos medíocres a favor da “excelência”, a fim de nos tornarmos alfabetizados por apelos analfabetos a favor da alfabetização. Esperamos comer e permanecer magros, estar constantemente nos mudando e cada vez mais próximos da vizinhança, ir à “igreja de sua escolha” e sentir sua força guiadora sobre nós, reverenciar Deus e ser Deus.

Nunca as pessoas dominaram mais seu ambiente. Mas nunca um povo se sentiu mais enganado e decepcionado.


texto de Daniel Boorstin, ex-bibliotecário do Congresso dos EUA, citado por Philip Yancey em Descobrindo DEUS nos Lugares Mais Inesperados (Ed. Mundo Cristão, 2005).